Provérbios 27:5,6
Melhor é a repreensão feita abertamente do que o amor oculto.
Quem fere por amor mostra lealdade, mas o inimigo multiplica beijos.
Uma amizade (de verdade, não estes "coleguismos" de ocasião que somos obrigados a viver em nossa vida pública, social, profissional, etc.) deve não só ser capaz de resistir, mas também crescer, a partir da manifestação da "verdade" (entendida esta, nesta passagem bíblica, como "a repreensão feita abertamente", ou seja, quando alguém próximo aponta, de forma expressa, um erro seu, ainda que não seja agradável ouvir o que seu próximo tem a lhe dizer). Quando isso acontece, não devemos nos ofender com o nosso próximo (o que aponta o erro), mas amá-lo, porque a repreensão, neste caso, é uma demonstração de lealdade.
É justamente o que o trecho final aponta: o "inimigo" (no caso, o seu "não amigo") não lhe dirá a verdade ( o que seria melhor para você), mas mentirá, desviará o assunto, tergiversará, te elogiará, minimizará seu erro. Em outras palavras: fará não o que é melhor para você, que é ouvir a verdade, mas fará o que é melhor para ele - te manipular, te usar, e talvez, mais adiante, até mesmo se aproveitar do seu erro para derrubar você.
Quem aponta o seu erro o faz porque se importa demais com você para deixar você insistir no erro. Quem aponta seu erro lhe ama, por mais dura que possa parecer a reprimenda (e a "verdade" que a reprimenda carrega dentro de si). Quem deixa seu erro passar "em branco" está sendo insincero, e, provavelmente, não se importa com você, mas apenas com as coisas que obterá a partir da sua queda.
Interessante pensamento, ninguém. Me faz pensar o quanto eu mesmo, dentro de meu egocentrismo, pensei mal de amigos e familiares que apontavam meu erro.
ResponderExcluirPenso ser oportuno trazer aqui aquela famosa frase de Epiteto: "Se alguém lhe disser que uma certa pessoa falou mal de você, não dê desculpas sobre o que foi dito, mas responda:'Ele ignorava meus outros defeitos, caso contrário, não teria mencionado apenas estes"